Euro 2016 – Review

euro2016_reviewfinal_2Após mais uma prova das mais importantes do calendário internacional, vimos fazer uma análise a vários aspetos da prova, em jeito de resumo e mencionando este ou aquele ponto que não foi focado durante a competição.

Primeiro que tudo, enaltecer alguns dos que não foram mencionados nos comentários anteriores, começando pelos juízes.

Em Portugal temos bons juízes, quando comparado com o espectro mundial, apesar de nos últimos anos termos assistido a  uma maior homogeneização da forma como se pontua, fruto de um feliz código de pontuação a este nível.

Assim, não é de espantar que ocupemos lugares de destaque durante a competição. O nosso destaque vai para João Ferreira, que foi chefe de painel de Tumbling. Podemos afirmar sem qualquer margem de dúvida que é um dos melhores juízes mundiais há já vários anos, reconhecido por todos e não apenas no tumbling. É uma pessoa afável com todos (dirigentes, treinadores, juízes, ginastas, etc.), conhecedor pela prática, conhecedor pela teoria, aberto a críticas e sempre com um sorriso na cara.

2016_euro_judgesNão queremos com isto dizer que João Ferreira foi o único em destaque, antes pelo contrário. Marília Abana, Sara Piscarreta, Rute Simão e David Dias foram juízes de execução e dificuldade, todos sem qualquer reparo a fazer e alguns deles com situações difíceis de ajuizar, pois tiveram que ver com os portugueses ou com os rivais dos portugueses, situação que coloca os juízes sempre em posições menos confortáveis para decidirem. As decisões foram sempre bem tomadas e a competição nunca foi prejudicada.

Nos respectivos painéis, os portugueses foram habitualmente uma referência e portanto, missão cumprida com êxito!

2016_euro_uegO pavihão era bom, com muito espaço, muita luminosidade, com um pano de fundo pouco habitual, mas que favorecia a competição. Ao contrário de outras provas em Espanha com organizações menos bem conseguidas, aqui tudo esteve bem para quem viu de fora, o que quer dizer que os problemas (que existem sempre), foram bem geridos na rectaguarda. Nesse campo, Luís Nunes terá dado uma ajuda preciosa. O português, membro do comité técnico da UEG, esteve sempre ativo, mas contido com a participação dos portugueses, mesmo quando a sua filha saltou na sua estreia pela seleção principal.

Destaque para o Luís Nunes, que não será certamente responsável pela presença da àrea “kiss and cry” sem utilização durante toda a competição.

2016_euro_dia4_13Em destaque também outros portugueses, mas do lado contrário da “trincheira”. Sérgio Lucas esteve sempre no pavilhão, sempre junto da selecção suíça como dizem as regras, mas também sempre com uma palavra para com os portugueses. O trabalho que tem feito com a selecção júnior suíça tem sido muito apreciado e conseguiu mesmo um lugar nos finalistas masculinos, bem como prestações sólidas dos seus ginastas, com muito poucas falhas, como era hábito quando estava em Portugal.

Na bancada vimos muita gente conhecida, principalmente para quem acompanhou as equipas espanholas dos anos 90 e início do século XXI, muitos dos voluntários eram ex ginastas da selecção espanhola desse tempo, ginastas que eram uma referência nos trampolins em Espanha e que viram as suas equipas perder muita qualidade desde então. Este europeu assistiu-se a alguma recuperação e algum rejuvenescimento destas equipas, de tal forma que conseguiram o mesmo número de medalhas que os portugueses, situação que não acontecia há já muito tempo e que nos faz pensar um pouco. Se nas equipas sénior eles ainda estão bem longe do nosso nível, nas equipas júnior isso já não acontece.euro2016_reviewfinal_3

Olhando para o espectro internacional, assistimos a uma luta feroz dos ingleses com os russos e especialmente no tumbling, os ingleses deram cartas e venceram a maior parte das batalhas. Os russos foram ainda os principais dominadores da competição de uma forma geral.
A Bielorrússia tem um trabalho muito bom realizado no trampolim, quer juniores, quer seniores, masculino e feminino.

De uma forma positiva também, assistiu-se a bons resultados dos Belgas, que não têm muita tradição na modalidade, mas que têm feito um trabalho consistente e a revelar alguns bons saltadores, conseguindo a presença na final por equipas.

Principais desilusões foram os italianos, que tiveram falhas em quase todos os ginastas. Mas também os alemães nos seniores e os franceses e holandeses de uma forma geral foram algo desapontantes.

Pequena referência à localização da competição. Para os portugueses era bem fácil ir até Espanha e isso notou-se no elevado número de apoiantes nas bancadas. Julgamos que terá sido positivo pelo apoio, mas também negativo em alguns momentos em que se deixou que pais, treinadores, juízes, amigos, namorados, etc. fossem intervenção demasiado presente, retirando algum espírito de equipa à selecção nacional.

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Para nós Trawp.com, foi uma honra ter contado novamente com a colaboração de Nuno Lico, Campeão do Mundo de DMT de 2001 e amante da nossa modalidade e especialidades, que permitiu ter um trabalho com qualidade e gozar da sua companhia uma vez mais.

Obrigado a todos os que nos vão seguindo, até breve!

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