Euro 2016 – Dia 1

Último dia de Março para começar a competição de “miúdos e graúdos”.
Pavilhão grande, panos de fundo muito bonitos, muita luz natural, cenário muito bom criado para uma excelente competição. Os portugueses estão em número elevado, muitas famílias dos nossos ginastas aproveitaram a proximidade para vir apoiar os filhos, familiares e amigos, é de esperar um apoio caloroso, para quebrar o gelo que já se fez sentir lá fora hoje.

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As preliminares tiveram resultados distintos, como já seria de esperar. Afinal, nem tudo sai como os ensaios!

A competição começou pelos juniores no trampolim, onde foram garantidos 5 lugares nas meias finais, quase um “perfect”, não fosse a queda de Beatriz Peng na 2ª série. Destaque para Sofia Correia 12ª e Ruben Tavares 14º, que puxam pelos restantes membros da equipa.2016_euro_8

Destaque ainda para a passagem à final da equipa masculina, apesar de serem apenas 3 e não haver margem para erros. Já o mesmo não se passou nas mais jovens, já que uma falha foi suficiente para ficar de fora de uma final por equipas praticamente garantida caso as 6 séries tivessem terminado de forma “normal”.

Ao mesmo tempo, as ginastas séniores do DMT iniciaram a sua competição, ao ritmo dos júniores. Mais uma vez Andreia Robalo sabe o que é liderar após as preliminares. 2 excelentes séries colocaram-na no topo da classificação, com mais de 1 ponto de vantagem sobre as restantes. Também nas finais classificou-se Mariana Carvalho, no óptimo 5º lugar. Ana Robalo ficou de fora das finais, após algumas falhas de execução, um 9º lugar final com sabor um pouco amargo, certamente que teria expectativas de melhores resultados.

2016_euro_4Sabor amargo foi o que os ginastas do tumbling tiveram, após terem ambos ficado à porta das finais individuais. Ambos mostraram bom nível, com algumas falhas de execução, mas seguros no que fizeram. Paulo Cruz ficou em 12º e Nuno Silvano em 11º, respectivamente 2º e 1º reservas.
Destaque para Nuno Silvano que fez séries de elevada dificuldade, terminando com um miller empranchado na série de piruetas. É bom vermos evolução no tumbling apesar de todas as dificuldades que têm sentido. Parabéns a ambos pela prestação, esperamos que seja uma motivação extra para continuarem a trabalhar e para os mais novos lhes seguirem as pesadas.

As preliminares do dia terminaram com uma prestação a destacar no meio de outras 3 desapontantes. O DMT masculino voltou a estar menos bem numa prova importante.
Diogo Costa foi “the best of the rest”, sendo o primeiro após todos os russos, o que o colocará numa final em 3º lugar, com perspectivas de rivalizar com os russos, claramente os alvos a abater, já que o ginasta local, Daniel Perez, não conseguiu completar as suas 2 séries. Pena, notou-se que estava em forma e que queria mostrar um bom resultado em casa.
Os outros 3 ginastas lusos falharam as suas séries. João Caeiro a recepção da 1ª série (ficou como 1º reserva), Francisco Costa a 2ª série e Bruno Nobre o salto de saída da 1ª série, apesar de todo o esforço realizado. O desalento foi notório nos 3.
Esperemos que recuperem mentalmente para a final porque vamos necessitar de todos para lutar pelo melhor lugar possível na final, que parece ser o 2º. Mas numa final já sabemos que tudo pode acontecer!2016_euro_3

Boas notícias é que teremos finalistas no primeiro dia. Final por equipas em trampolim masculino é sempre muito positivo e é o caminho a seguir no “olimpismo” desejado.

A iniciar a competição foi Gonçalo Martins (para começar com o pé direito). Mostrou muita garra, saltou muito bem, apenas um ligeiro travelling no 8º elemento, mas a terminar muito bem.
Miguel Magalhães fez uma série “ao contrário” da de Gonçalo. Iniciou com travelling e estabilizou a partir do 2º elemento. Ambos fizeram um sprint inicial muito bom e ao final do primeiro grupo, os portugueses estavam em 2º. Mas era um resultado falacioso, já que as restantes equipas eram de 4 elementos e tinham tido uma performance menos boa, mas que se viriam a verificar como notas a descartar. Relembramos que apenas as 3 melhores notas contam para a final por equipas.

2016_euro_7Ruben Tavares foi o único elemento no 2º grupo e estava “obrigado” a realizar uma excelente série se queríamos ter algumas ambições. Ruben realizou uma série de “sénior”. Teve que alterar elementos, mas para quem não conhecia a série dele, quase não se percebeu. Naturalmente que uma alteração é resultado de algo menos bom e isso notou-se na nota final do ginasta, que não sendo má, deixou a equipa sem hipóteses de medalha, mas com um orgulhoso 5º lugar final e o orgulho em termos lá estado nas 5 primeiras equipas entre as 16 concorrentes!

A sensação não é de euforia, mas os resultados são positivos de uma forma geral. Amanhã teremos mais, aqui fica o horário atualizado até ao final do dia de hoje. Até amanhã!

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